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Produção de leite

Produção de leite cresce, mas país está distante dos líderes no setor


A produção nacional de leite atingiu 35 bilhões de litros no ano passado, um volume bem acima dos 24 bilhões de há dez anos. Nesse mesmo período, a produção média por vaca subiu para 1.609 litros por ano, ante 1.195 em 2005.

São números do IBGE e parecem animadores quando se olha para a evolução percentual da produção: 46% mais. Esses números estão, no entanto, bem distantes dos de outros países produtores. A média mundial de produção por vaca é de 3.527 litros por ano, segundo o Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Alguns países --como os Estados Unidos-- chegam a ter média de 10,4 mil litros por vaca. Em alguns Estados brasileiros, como o Rio Grande do Sul, a produtividade é bem melhor e atinge 3.073 litros por ano por vaca. Só agora a pecuária leiteira começa a se estruturar. O potencial é grande, mas, graças à letargia dos anos anteriores, o país ainda é importador de leite. Essa organização do setor passa, inclusive, por mudanças de importância das regiões produtoras.

O Sul desbancou o Sudeste desde 2014 e lidera com uma participação de 35% da produção nacional. Na região Sul, o Paraná assume a liderança, deixando para trás o Rio Grande do Sul. Duas das principais cidades produtoras de leite do país são paranaenses: Castro e Carambeí. A primeira, líder, produz 240 milhões de litros por ano, segundo o IBGE. Wagner Hiroshi Yanaguizawa, pesquisador do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) diz que o melhor desempenho da região Sul se deve às raças mais produtivas e ao clima mais favorável. Acima de São Paulo, o gado passa por um estresse térmico, segundo ele. Nos últimos 30 anos, os Estados do Sudeste saíram de uma produção anual de 6 bilhões de litros de leite para 12 bilhões. Já os do Sul evoluíram de 2,5 bilhões para 12,5 bilhões no mesmo período. Na avaliação do pesquisador, falta modernidade ao campo. Grande parte dos produtores de leite não tem um controle de custos. Operam, inclusive, com um baixo nível técnico.

A evolução na cadeia ocorre a passos lentos, e a ausência de um planejamento deve levar a uma maior concentração, tanto da produção como na industrialização nesse setor. Sem controle de custos, esses produtores terão, no médio e longo prazos, seus ativos depreciados. Sem renda, vão abater matrizes, complicando ainda mais o seu desempenho, segundo o pesquisador do Cepea. A expectativa é que o produtor faça essa transição do sistema atual para uma produção mais comercial para conseguir sobrevivência. O pesquisador cita o exemplo de 2015, quando os produtores tiveram uma forte pressão dos custos, vindos de energia elétrica, combustíveis e da alimentação do gado. Com isso, tiveram as menores receitas dos últimos cinco anos, devido à crise econômica, mas com custos crescentes. O impacto dessa situação adversa de 2015 continua em 2016, quando a produção deverá ser menor do que os 35 bilhões de litros apontados pelo IBGE para o ano passado, segundo Yanaguizawa. (Folha de SP).

Fonte: Sindilat
Guialat



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